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segunda-feira, 11 de agosto de 2014

O Amor em Tempos Tecnológicos: Ela na Solidão


Nessa segunda-feira, dia 11 de agosto, fui conferir na FEA-USP, o primeiro seminário do ciclo intitulado A Vida Hoje: Amor, Arte, Política, promovido pelo Instituto de Estudos Avançados da Universidade de São Paulo. O debate O Amor em Tempos Tecnológicos: Ela na Solidão recebeu esse nome justamente por ser inspirado no filme Her (2013), de Spike Jonze. O longa foi debatido pelos professores Renato Janine Ribeiro (FFLCH), Massimo Canevacci (Università degli Studi di Roma La Sapienza/IEA) e Olgária Matos (FFLCH).

Canevacci foi o primeiro a expor sua opinião, comentando o aspecto metamórfico presente no filme como um reflexo da cultura e da tecnologia contemporâneas. Segundo ele, essa característica vem desde a cultura greco-romana, com suas mitologias, em que as identidades são mutáveis, e hoje vemos a transformação do corpo vegetal para o corpo humano e do corpo pixel. Desse modo, existe um desejo e uma complexidade em aceitar essa identidade, porque as dicotomias orgânico-inorgânico ou vivo-morto, por exemplo, já não funcionam mais: vivemos além disso.

A prática e a poética atuais pedem por algo além dessa dicotomia, o que Canevacci chama de metafetichismo ou fetichismo digital, uma das correntes que ele vem estudando desde sua obra Fetichismos visuais (Ateliê Editorial, 2008). E essa palavra não vem a acarretar algo perverso, numa conotação freudiana, como o palestrante lembra, mas uma metodologia indisciplinada e que, após a metamorfose, traz desdobramentos como o pós-humano. Isto é, o momento em que o corpo e a tecnologia não podem mais ser enfrentados de maneira clássica.

Para Canevacci, o pós-humano não perdeu a identidade tradicional, mas trouxe mudanças e estas são o desafio que ele propõe: a complexidade digital, o mal-estar da civilização. Her aborda algumas dessas mudanças, cruzando disciplinas e fazendo a relação bodyscape x landscape x voz. Isto é, a relação do rosto de Theodore (Joaquin Phoenix) x Los Angeles (amor à metrópole) x Samantha (voz de Scarlett Johansson).

Há um choque entre o material e o imaterial, entre a fascinação erótica e o corporal, principalmente quando Samantha resolve contratar uma prostituta para intermediar o relacionamento entre os dois e torná-lo corpóreo. O ponto é que, como Canevacci explicou, o fascínio travado entre os personagens vai além do amor e do sexo, mesmo porque, quando Theodore descobre que Samantha possui mais de 800 namorados, o relacionamento desmorona. "Percebam que o título do filme é 'Her' e não 'She', então é um objeto", comenta o professor. E assim como HAL, de 2001: Uma Odisséia no Espaço, de Stanley Kubrick - o qual inclusive compartilha um nome de três letras e iniciado por "H" -, ambos têm que morrer... Mas por que? Segundo Canevacci, tudo isso está associado ao mal estar da civilização.

A tecnologia tenta criar uma racionalidade que nada mais é que a sua própria racionalidade. Ou seja, quando uma tecnologia é pensada, ela é desenhada apenas para ser produtiva, mas nunca sensível ou intuitiva, criativa, artística. Para Canevacci, essas características são cortadas por motivos civilizadores.

De acordo com Canevacci, se por um lado Theodore ama Samantha pela sua ubiquidade, isto é, por estar sempre disponível, sempre presente e ao seu lado e por nunca deixá-lo, por estar além da morte, por ser capaz de servi-lo com uma paixão imortal e ubíqua, em algum ponto, isso, no entanto, é censurado pela civilização ocidental.


Educação sentimental

Renato Janine Ribeiro se focou em como Her propõe ser um filme de educação sentimental, isto é, sobre amor e amizade, sobre relacionamentos. Em primeiro lugar, fazendo comparação aos romances do século XIX, como os de Stendhal e Flaubert, o professor ainda comentou sobre o difícil relacionamento de Amy e seu marido e como eles finalmente se separam diante das diferenças. Em seguida, Ribeiro dissertou sobre o significado dos nomes dos personagens principais, mesmo que Jonze talvez tenha os selecionado por acaso.

Theodore seria a "dádiva de Deus" enquanto Catarina, sua ex-esposa, tem algo a ver com "os puros". Nesse sentido, o protagonista saltaria de um relacionamento sagrado para algo novamente etéreo, sem corpo, como é o caso de Samantha, um sistema operacional (OS) que se resume à voz e que, de acordo com seu nome, significa "quem escuta" - justamente porque é isso também o que melhor faz. Mas Ribeiro lembrou que a primeira atriz que faria a voz da personagem se chamava Samantha, então talvez a escolha do nome não seja assim tão pensada, assim como a de Amy, que significa "amiga", mas que é interpretada por uma atriz chamada Amy Adams.

De qualquer maneira, existe um aprendizado sentimental tanto por parte de Theodore quanto por parte de Samantha, que é um software que evolui como se tivesse um corpo e uma alma. E ela faz isso a partir da relação sexual, tornando-se extremamente customizada. Seu papel na história, segundo Ribeiro, é como um anjo que traz uma boa nova, como um "HAL que vence". E o filme passa a ser sobre as diferentes formas do amor, as quais Ribeiro listou como: filia, eros, pathos, ágape, pragma e ludos. No caso, Her estaria mais para filia e eros, estando estas relacionadas ao amor amigo e ao amor carnal.


Utopias e distopias

Olgária Matos iniciou sua fala comentando sobre a paisagem do filme Her, a qual chama muito a atenção do modo que retrata uma Los Angeles do futuro próximo ao mesmo tempo que usa takes em Shanghai. A professora declarou que as cenas a fizeram pensar em Alphaville por seu aspecto inabitável, transparente: uma paisagem lunar que retrata a utopia da ubiquidade. "Onde estamos quando estamos em todos lugares?", ela perguntou.

Para Olgária, Her trata do mito do amor romântico a partir de um personagem muito delicado, mas retomando narrativas como a do Banquete de Platão, em que há a versão trágica do amor e da separação dos amantes; de Orfeu e Eurídice; de Don Juan. Diferentes versões do amor, todas elas buscando um mesmo desejo pela unidade que, na obra de Spike Jonze, vem como uma voz, assim como Deus apareceu para Moisés. E Olgária recordou uma passagem de Em Busca do Tempo Perdido, de Proust, em que um personagem ouve a voz da vó pelo telefone e assemelha aquele som, à distância, com a morte, com a iminência da perda. E aí estava já, como relacionou a professora, a tecnologia.

Porém, no caso desse livro, havia ainda recursos para se construir uma imagem, enquanto que no filme a presença não é fantasmada. E para presentificar o ausente com a forma digital, explicou Olgária, há o autômato, que vem a ser uma criação do homem, uma autonomização da máquina e uma visão do universo como um relógio. A partir daí, a tecnologia já não é mais vista como uma maneira de se aperfeiçoar os defeitos dos humanos, mas um meio de criação. E assim como Heidegger pontuou, recorda Olgária, a ciência e a tecnologia não pensam, elas fazem e desfazem a fronteira entre o lícito e o ilícito, o real e o imaginário.

Fobia do contato

Olgária mencionou o trabalho de Theodore como escritor de cartas e o emprego das palavras como um invólucro da alma, como um mediador do contato. Sem aquelas cartas, muitas pessoas teriam ainda mais problemas de relacionamento com suas namoradas e esposas, parentes e amigos. O protagonista é responsável por aliviar essas tensões através da escrita e não do contato. Ele tem problemas com isso e, inclusive, não consegue manter um relacionamento com a personagem interpretada por Olivia Wilde.

A professora refletiu sobre o poder ameaçador da massa e sobre a perda da identidade quando dentro dela. Existe, portanto, a fobia do contato e a voz se torna perfeita para a paixão, justamente por não ser necessário nenhum toque físico ou enfrentamento social. Mas Olgária acabou interpretando que quando Samantha e todas as OS se despedem de seus donos e Theodore e Amy se sentam juntos, ao fim do filme, é porque eles também irão se dar uma chance como um casal - interpretação que talvez alguns possam não ter tido.

As perguntas foram abertas àqueles que estavam assistindo à palestra através da internet e também aos que participaram do evento na FEA, sendo que a maioria das questões girou em torno da noção de afetividade.

terça-feira, 29 de abril de 2014

Seminário – Ficção, Mídia e Política: Processos e intersecções

Epiphany (Adoration of the Magi), 1996, tinta a óleo e acrílica sobre tela

No dia 17 de maio, participarei de um seminário na Faculdade Cásper Líbero, no qual falarei um pouco mais sobre a minha dissertação, focando-me na série Epiphany, de Gottfried Helnwein. Participarei da mesa "Ficção, tecnologias e políticas", que será realizada às 13h30. Com o título A Madonna ariana, a Criança Divina e as assombrações do Nazismo na série Epiphany de Gottfried Helnwein, minha apresentação tende a se focar não só nessa série, mas nos motivos dela que são, no fim das contas, aqueles que o artista toca em boa parte de sua obra.

Confiram a programação:

9h30 às 10h45

Palestra de Abertura

Dimensões políticas do entretenimento: cosplay como estratégia de visibilidade social
Profa. Dra. Mônica Rebecca Ferrari Nunes (ESPM)

10h45 às 11h Intervalo

11h às 12h30

Mesa 1: Ficção, narrativas e política

O estilo do realismo maravilhoso na figuração da política da diversidade em Saramandaia
Profa. Dra. Simone Maria Rocha (UFMG)

De Rapunzel à Enrolados: transformações da identidade feminina em 200 anos de um conto de fadas
Rafael Buchalla (Cásper Líbero)

“Um bocadinho de chão”: a questão da terra nas telenovelas de Benedito Ruy Barbosa
Reinaldo Maximiano Pereira (UFMG)

13h30 às 15h
Mesa 2: Ficção, tecnologias e políticas

Telenovela e Política: perspectivas e modos de abordagem
Profa. Dra. Angela Cristina Salgueiro Marques (UFMG)

Evangelion: Mito, Religião e Sociedade Pós-Guerra-Fria
Roberto Fideli Causo (Cásper Líbero)

A Madonna ariana, a Criança Divina e as assombrações do Nazismo na série Epiphany de Gottfried Helnwein
Lídia Zuin de Moura (PUC-SP)

15h às 15h15 Intervalo 

15h15 às 16h45
Mesa 3: Ficção, estéticas e história 

Tecnototemismo: a subjetividade tecnológica
Dra. Lauren Colvara (PUC-SP)

Imagens fragmentadas: uma tentativa sobre Walter Benjamin a partir da análise de três teses “Sobre o conceito de história”
Prof. Dr. Guilherme Grandi (Cásper Líbero)

Histórias em Quadrinhos e Política: um quadro Brasil e Argentina
Talita Rodrigues Costa (UFABC)

17h Encerramento 

FACULDADE CÁSPER LÍBERO
Endereço: Avenida Paulista, 900, Bela Vista - São Paulo/SP
Inscreva-se através do e-mail: eventos@fcl.com.br
Público: Alunos (graduação, lato sensu e stricto sensu), professores e outros interessados da Faculdade Cásper Líbero.
Para participar é necessário enviar, previamente, um e-mail com seu nome, RG, curso e nome da instituição que representa para eventos@fcl.com.br. Feito isto, aguarde a confirmação de sua inscrição.

Sobre o evento

O Mestrado em Comunicação da Faculdade Cásper Líbero por meio do Grupo de Pesquisa Teorias e Processos da Comunicação apresenta o Seminário – Ficção, Mídia e Política: Processos e intersecções. Sob a supervisão do prof. Dr. Luis Mauro de Sá Martino o objetivo do evento é trabalhar os diferentes aspectos das relações entre ficção, mídia e poder a partir das diversas abordagens teóricas da Comunicação. Com isso, a intenção é também a de discutir os aspectos teóricos em suas articulações com estudos práticos por meio da observação da construção de representações, situações e identidades no universo midiático, compreendendo as intersecções entre elementos estéticos, ficcionais e políticos.

Ao final do Seminário, os participantes receberão um certificado emitido pelo Centro de Eventos da Fundação Cásper Líbero atestando a presença e o número de horas cursadas.

segunda-feira, 28 de outubro de 2013

Agenda de eventos: São Paulo e Sorocaba

Novidades para novembro. Participarei de dois eventos na primeira semana do mês, um na Faculdade Cásper Líbero, em São Paulo, e outro na Universidade de Sorocaba. Para quem tiver interesse de conhecer um pouco sobre minha dissertação e morar nessas cidades ou na região, é uma oportunidade. A seguir, colocarei mais informações sobre cada um encontros, a começar pelo da capital:

I Simpósio Internacional de Imagem e Inserção Social

Data: 05 a 07 de novembro
Local: Faculdade Cásper Líbero. Avenida Paulista, 900, São Paulo. Sala Aloysio Biondi
Público: Alunos (graduação, lato sensu e strictu sensu), professores e interessados na área de comunicação e ciências humanas. Alunos dos programas de Pós-Graduação em Comunicação, Semiótica, Comunicação Visual, Artes.

Inscrições: Para participar é necessário que você envie, previamente, um e-mail com seu nome, RG, curso e nome da instituição que representa e as mesas que tem interesse em participar para eventos@fcl.com.br. Feito isto, aguarde a confirmação de sua inscrição. Gratuito.


O artigo que apresentarei: "My art is not an answer, it is a question. Uma análise do impacto das imagens de Gottfried Helnwein a partir dos casos da aquarela Life Not Worth Living e da instalação Selektion (Ninth November Night)"

Veja os outros painéis

VII Encontro de Pesquisadores em Comunicação e Cultura

Tema: Mídia hoje
Datas: de 04 a 08 de novembro de 2013
Local: Cidade Universitária Prof. Aldo Vannucchi, Universidade de Sorocaba (Uniso).

Inscrições - Programação

Minha apresentação será no dia 8/11, às 13h30, no painel GT4.

GT4: Mídia e Educação

SESSÃO A: 13h30min às 15h30min (Bloco F - Sala 113)
Coordenadora: Profa. Dra. Luciana Coutinho Pagliarini de Souza

Originalmente era no GT2, Imagens Midiáticas, mas tive que pedir modificação, porque ia cair no mesmo horário do evento na Cásper. Ainda não sei direito como vai ser a formação das mesas, porque a programação ainda não foi alterada depois que pedi esse remanejamento, mas atualizo aqui assim que tiver novidades.

Artigo que apresentarei: "Fotografando Sombras. Um olhar sobre as imagens obscuras de Gottfried Helnwein"

Espero contar com a presença de vocês e se algum dos artigos que serão apresentados nessas ocasiões forem publicados, vocês ficarão sabendo por aqui mesmo. :)

terça-feira, 6 de agosto de 2013

Às Sombras do Nazismo. Cultura pop e violência em Gottfried Helnwein (I EBPC)


Nos dias 1, 2 e 3 de setembro acontece em São Paulo o I Encontro Brasileiro de Pesquisa em Cultura, Pesquisa e produção do conhecimento para além da universidade, do qual participarei no segundo dia, na mesa de artes visuais, apresentando meu artigo "Às Sombras do Nazismo. Cultura pop e violência em Gottfried Helnwein" por volta das 14 horas, na Escola de Artes, Ciências e Humanidades da Universidade de São Paulo, situada à Avenida Arlindo Bettio, 1000 – Ermelino Matarazzo, São Paulo – SP.

Vocês podem conferir a programação neste link e se inscrever para assistir à apresentação aqui.

Às Sombras do Nazismo
Cultura pop e violência em Gottfried Helnwein

Resumo

Gottfried Helnwein é conhecido por seus quadros e fotografias em que crianças aparecem junto ao tema do nazismo e da violência, numa estética soturna que se contrasta à presença de personagens da cultura pop. Sua obra traz a memória de uma infância vivida na Viena pós-Segunda Guerra Mundial, à chegada do capitalismo americano. O artigo busca entender como Helnwein leva o midiático às artes plásticas, promovendo debate sobre a violência, e propõe a abordagem do nazismo como representação do sombrio.

Palavras-chave: Gottfried Helnwein, nazismo, sombra, cultura pop, artes plásticas, fotografia



Mesa: Artes visuais

Luiz Sérgio de Oliveira e Caroline Alciones de Oliveira Leite
“I Exposição Nacional de Arte Abstrata [1953]: à frente de uma ruptura”

Priscilla Barranqueiros Ramos Nannini
“Livro-objeto, diálogos da visualidade”

Lidia Zuin
“Às sombras do nazismo. Cultura pop e violência em Gottfried Helnwein”

Jade Samara Piaia e Edson do Prado Pfutzenreuter
“As linguagens artísticas e o design gráfico no circuito cultural artístico”

segunda-feira, 4 de março de 2013

GAS MASK VII: Lançamento novo álbum da Nachtmahr

Bem, estou aqui para anunciar uma festa que vai rolar em São Paulo e que vai contar com o lançamento oficial brasileiro do novo álbum da Nachtmahr: Veni Vidi Vici. Em sua sétima edição, a festa GAS MASK terá a participação do DJ Nacht, que apresentará o trabalho da banda austríaca.


Data: 23/03
Local: Executivo Club - Rua 7 de Abril, próximo ao metrô República - São Paulo/SP
Entrada: R$15 ou R$10 para quem for com máscara de gás


O álbum Veni Vidi Vici tem como diferencial uma edição de elite que conta com um artbook com fotografias eróticas que seguem o mesmo estilo militarista já defendido pela banda desde seu início, em 2007. O livro contém 72 páginas com fotografias impressas em alta qualidade, além das letras das músicas. Os compradores do box de elite, que é reservado a 2000 cópias, ainda levam o cd bônus "Archivum Imperialis", com seis faixas exclusivas.


E para terminar o post, uma amostra do álbum Veni Vidi Vici:

segunda-feira, 18 de fevereiro de 2013

Lançamento do livro Comunicação e Cultura do Ouvir

No dia 23 de fevereiro, sábado, às 10 horas, será lançado o livro Comunicação e Cultura do Ouvir, do qual participo com o artigo "Nachtmahr e a estética militarista na música industrial".


Organizada pelos professores José Eugenio O. Menezes (Cásper) e Marcelo Cardoso (Unisa), a obra reúne mais de 20 autores, dentre eles docentes e mestrandos que apresentaram trabalhos nos seminários organizados pelo grupo de pesquisa Comunicação e Cultura do Ouvir nos anos de 2009, 2010 e 2011.

O livro, que leva o título do grupo que faz parte do programa de mestrado em Comunicação da Faculdade Cásper Líbero, organiza os artigos em três partes: Vínculos (raízes da cultura do ouvir, elos simbólicos ou materiais, espaços comuns), Ambientes (ambientes comunicacionais afetivos, densos e tensos) e Rádio (tendências e perspectivas, mudanças no universo do meio).

O evento acontecerá na Faculdade Cásper Líbero, em São Paulo, na avenida Paulista, nº 900.

Para participar, basta fazer inscrição mandando e-mail para eventos@casperlibero.edu.br com seu nome e RG. Esse procedimento é obrigatório, uma vez que a instituição precisa ter esses dados para liberar a entrada e deve ser feito até às 10h da quinta-feira, dia 20.

Quem não puder comparecer ao evento e tiver interesse em adquirir o livro impresso, por favor entre em contato por meio dos comentários, aqui no blog.

LANÇAMENTO LIVRO COMUNICAÇÃO E CULTURA DO OUVIR
Onde: Faculdade Cásper Líbero (Avenida Paulista, 900 - São Paulo/SP)
Quando: 23 de fevereiro, às 10 horas
Inscrições pelo email eventos@casperlibero.edu.br - enviar RG e nome completo.

SUMÁRIO


Vínculos

Cultura do ouvir: os vínculos sonoros na contemporaneidade - José Eugenio de Oliveira Menezes
Comunicação e cultura em deslocamento - Helena Charro
Jingle: narrativa sonora - Roseli Trevisan Campos
A oralidade mediatiz:ada revisitada sob o tear de Michel Serres - Júlia Lúcia de Oliveira Albano da Silva
Nachtmahr e a estética militarista na música industrial - Lidia Zuin de Moura
Tatuagem: traços da alma e do mundo. Os tênues limites de uma identidade cultural mestiça - Eric de Cerveino
Corpo e Mídia: uma questão de ecologia - Luiz Femando Camara Vitral
A representação do deficiente físico na mídia - Pedro Seríco Vaz Filho

Ambientes

Loucos por diálogo: um estudo de programas de rádio realizados por pessoas com transtornos
mentais no Estado de São Paulo - lrineu Guerrini Jr.
Uma visão tátil da guerra nas narrativas contemporâneas: estudo de caso sobre as reportagens da Folha de S.Paulo e da CBN - Fenanda de Araújo Patrocínio
Rádio comunitária: uma possível brecha na sociedade do espetáculo - Sérgío Pinheiro da Silva
Jogos orquestrais: as jornadas esportivas no rádio - Rodrigo Fonseca Fernandes
Vínculos comunicacionais e sentimento nacional: nação tradicional e intemet - Raphael Tsavkko Garcia
Comunicação e sustentabilidade: o ambiente comunicativo do SWU - Danielle Mendes Thame Denny
Orquestras sensoriais: processos de comunicação no varejo - Tatiana Pacheco Benites
O Plano Ceibal e a constituição de ambientes comunicacionais - Helena Maria Cecilia Navarrete

Rádio: tendências e perspectivas

O jornalismo radiofônico e as narrativas míticas - Marcelo Cardoso
A faixa jornalística do FM paulistano: surgimento e consolidação de um novo segmento e de um
novo público - Elisa Moura Marconi Bicudo Pereira
Tendências do radiojornalismo na perspectiva do Alterjor - Luciano Viclor Barros Maluly
Café com o Presidente: o programa de radiojornalismo com o presidente Lula - Eliane Calixto Paiva Dancur
Radiorreportagem: o gênero do século XXI - Nadini de Almeida Lopes
A narração esportiva de Fiori Gigliotti: emoção e sedução na oralidade medíafízada - Osório A. Cândido da Silva
O ruído na formação de paisagens sonoras no radiojornalismo - Paulo Borges
No ar - online: reflexões sobre o rádio em tempos de convergência de mídias - Julio de Paula

sexta-feira, 23 de novembro de 2012

X Seminário de Pesquisa em Comunicação e Semiótica - PUC/SP


Publico essa notícia como forma de convite aos que quiserem participar do X Seminário de Pesquisa em Comunicação e Semiótica, da Pontifícia Universidade Católica de São Paulo. Farei parte da segunda mesa redonda, na qual apresentarei meu projeto de pesquisa. O objetivo do evento é gerar discussão e compartilhamento de informações sobre os trabalhos que serão apresentados na data. Confiram os detalhes abaixo para saber como participar - lembrando que os participantes irão receber certificado.

DIA 26 DE NOVEMBRO 2012 
Horário: 9h às 21h
Local : PUC Campus Perdizes, rua Monte Alegre, SALA P 65 

O Seminário é aberto a todos os pós-graduandos, alunos de Graduação e interessados em pesquisas em desenvolvimento no campo da Comunicação e Semiótica. As inscrições são gratuitas e podem ser realizadas mediante e-mail encaminhado à Secretaria do Programa (cos@pucsp.br) e à CEA (pucsemiotica@gmail.com).

PROGRAMAÇÃO

MANHÃ –  9:00 às 12:00
MESA 1 – TRANSCRIAÇÃO E IMAGINÁRIOS MIDIÁTICOS

•       Presentificações do feminino em social impact games - Lúcia Marcia Carvalho Lemos
•       O caráter oracular da mídia: o alento da angustia humana diante do por vir - Nádia Maria Lebedev Martinez Moreira
•       Alfred Wolfsohn na obra de Charlotte Salomon: Uma cartografia que emerge da voz - Paula Maria Aristides de Oliveira Molinari

Mediadores: Profa. Dra. Jerusa Pires Ferreira e Profa. Dra. Christine Greiner

MESA 2 – VIOLÊNCIA E PARADOXOS

•       Comunicação e violência sutil: a debilitação do reconhecimento do sujeito na sociabilidade dromocratizada - Angela Pintor dos Reis
•       A produção de subjetividade na cibercultura: uma abordagem crítico-esquizoanalítica da subjetivação nas redes sociais - Claudio
Luis Cecim Abraão Filho
•       Fotografando sombras:  um estudo sobre a obra do fotógrafo austríaco Gottfried Helnwein - Lídia Zuin de Moura

Mediadores: Profa. Dra. Jerusa Pires Ferreira e Profa. Dra. Christine Greiner



TARDE – 14:00 às 17:00

MESA 3 – EXPERIÊNCIAS SENSÍVEIS

•       Do Realismo ao Estranhamento: a desautomatização do olhar nas fotografias de Pedro Meyer - João Carlos Ruza
•       Editora Cosac Naify: do todo à parte na Coleção Particular - Marc Barreto Bogo
•       Publicidade de Perfume, publicidades de estados de alma:uma análise semiótica da estesia midiática - Taísa Vieira Sena

Mediadores: Profa. Dra. Cecilia Almeida Salles e Prof. Dr. José Amalio de Branco

MESA 4 – NARRATIVAS E PROCESSOS TRANSMIDIÁTICOS

•       A natureza plural dos processos comunicacionais das campanhaspublicitárias em mídias digitais: características e desafios - Miguel Valione Junior
•       O Sitcom de falso documentário: uma análise da comédia na era darealidade televisionada - Fernanda Manzo Ceretta
•       Hibridizações televisivas: a expansão da narrativa na ficção televisiva - Letícia Xavier de Lemos Capanema

Mediadores: Profa. Dra. Cecilia Almeida Salles e Prof. Dr. José Amalio de Branco

NOITE – 18:00 às 21:00

MESA 5 – CORPO E MÍDIA

•       Por trás da cena: as relações entre televisão e os espetáculosteatrais apresentados na cidade de São Paulo entre 1991 e 2012 - Beatriz Helena Ramsthaler Figueiredo
•       So you think you can dance? O discurso do corpo competente em
seriados televisivos contemporâneos - Joubert de Albuquerque Arrais
•       A natureza dos processos comunicacionais entre seres humanos e a
interface de game Kinectic nos aplicativos de dança: características eperspectivas - Valéria Cristiane Aprobato

Mediadores: Profa. Dra. Ana Claudia Mei Alves de Oliveira e Profa.
Dra. Lucrécia D’Alessio Ferrara

MESA 6 – ESPACIALIDADES E REDES
•       No rastro das presenças imaginárias - Eduardo Fernandes Araújo
•       Cartografias subversivas e mapas semiósicos: geopoéticas em mídias locativas - Juliana de Oliveira Rocha Franco
•       Dinâmicas comunicacionais nas redes sociais: Transformações e intercâmbios midiáticos - Mirian Aparecida Meliani Nunes

Mediadores: Profa. Dra. Ana Claudia Mei Alves de Oliveira e Profa.
Dra. Lucrécia D’Alessio Ferrara



CERTIFICADOS DE PARTICIPAÇÃO

Os Certificados (para apresentador de texto e ouvinte) serão expedidos
para participantes com presença em, pelo menos, quatro Mesas de
Trabalho.

COMITÊ CIENTÍFICO

Profa. Dra. Ana Claudia Mei Alves de Oliveira
Prof. Dr. Arlindo Machado
Profa. Dra. Helena Katz
Profa. Dra. Christine Greiner
Prof. Dr. José Luiz Aidar Prado



COMISSÃO ORGANIZADORA

Coordenação Geral do Seminário: Profa. Dra. Lucia Leão
Coordenação do Programa: Profs. Drs. Eugênio Trivinho e Lucrécia Ferrara

Comissão Especial de Assessoramento para Eventos Institucionais (CEA-Eventos):
Gilmar Pereira da Silva
Letícia Xavier de Lemos Capanema
Marc Barreto Bogo
Nádia Maria Lebedev Martinez Moreira
Regina Helena Giannotti
Silvio Anaz
Taísa Vieira Sena


segunda-feira, 28 de novembro de 2011

3° Seminário Comunicação e Cultura do Ouvir


O Programa de Pós-graduação em Comunicação da Cásper Libero promove, no dia 29 de novembro de 2011, o 3° Seminário do Grupo de Pesquisa Comunicação e Cultura do Ouvir.

No evento, pesquisadores de instituições como PUC, USP, Unisa, Unip e Cásper Libero, entre outras, compartilharão pesquisas concluídas ou em desenvolvimento ao redor de quatro mesas temáticas: 1. Corpos, 2. Vínculos, 3. Ambientes e 4. Paisagens sonoras e cultura digital.

O seminário, que resgata pesquisas concluídas e/ou em desenvolvimento em várias instituições, dá continuidade ao projeto de pesquisa a respeito da Ecologia da Comunicação do Grupo de Pesquisa Comunicação e Cultura do Ouvir. O Projeto Ecologia da Comunicação investiga as relações entre a comunicação como experiência de vinculação nos ambientes comunicacionais presenciais (corpo, oralidade e cultura do ouvir) e a comunicação nos ambientes mediados por equipamentos (oralidade mediatizada, áudio e cultura digital).

Data: 29 de novembro de 2011.

Horário: 8h30 às 17h30

Sala: 15 (5º andar)


INSCRIÇÕES

Número de vagas: 55 (15 para docentes e graduandos da Cásper, 20 para mestrandos da Cásper e 20 para o público externo).

Inscrições dos docentes e alunos da Cásper Libero: enviar nome completo, curso no qual leciona ou estuda e número do RG para eventos@casperlibero.edu.br

Inscrições do público externo: enviar nome completo, nome da instituição na qual estuda ou leciona e número de RG para eventos@casperlibero.edu.br




Abertura  - 8h30


         José Eugenio Menezes
         Corpos, vínculos e ambientes. A ecologia da comunicação


Mesa 1 – Corpos – 8h45 – 10h15
Moderador: Helena Navarrete

         Tatiana Pacheco Benites
         Orquestras sensoriais: processos de comunicação no varejo de moda íntima

         Eliane Calixto
         Café com o Presidente: programa de rádio com o Presidente Lula

         Luis Vitral
         Primeiras indagações sobre a comunicação que começa no corpo

         Rodrigo Fernandes
         Para confundir sua cuca: a operação do lúdico nos programas de rádio para crianças

         Lidia Zuin 
         Kunst ist Krieg: música industrial e discurso belicista

Mesa 2 – Vínculos Sonoros - 10h30- 12h00
Moderador: Sérgio Pinheiro

         Danielle Denny
         Comunicação e sustentabilidade: o ambiente comunicativo do SWU

         Helena Charro
         Tensões na comunicação e na cultura

         Helena Navarrete
         O Plano Ceibal e a constituição de ambientes comunicacionais

         Marcelo Cardoso
         O jornalismo radiofônico e as narrativas míticas

         Magaly Prado
         O áudio no celular com a ajuda de aparatos de gelolocalização


Mesa 3 – Ambientes - 13h30 15h00
Moderador: Marcelo Cardoso

         Irineu Guerrini
         Loucos por diálogo: um estudo de programas de rádio realizados por pessoas com transtornos mentais.
Os casos de Santos, Amparo e Campinas

         Osório Antonio Cândido da Silva
         A narração esportiva de Fiori Gigliotti: emoção e sedução na oralidade mediatizada

         Nadini de Almeida Lopes
         A Radiorreportagem – o gênero jornalístico do século XXI

         Raphael Muniz Garcia de Souza
         Nacionalismo e redes telemáticas: processos de comunicação, apropriação, criação e evolução

         Daniel Vaz
         Cultura e comunicação em redes latino-americanas de cidadania


Mesa 4 – Paisagens sonoras  e cultura digital. 15h15 – 17h15
Moderador: José Eugenio Menezes

          Pedro Vaz
          Rádio e acessibilidade: participação e inclusão social

          Luciano Malully
          As rádios universitárias e o ensino do radiojornalismo (Brasil/Portugal)

          Paulo Borges
          O ruído na produção das paisagens sonoras no radiojornalismo

          Elisa Marconi
          A faixa jornalística do FM paulistano. Surgimento e consolidação de um novo segmento e um novo público.

          Julio de Paula
          No Ar - On Line. Reflexões sobre o rádio em tempos de convergência de mídias