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domingo, 20 de maio de 2012

Corações Sujos

Resolvi fazer esse post para apresentar a vocês o filme nacional "Corações Sujos", dirigido por Vicente Amorim e baseado na obra homônima de Fernando Morais. O enredo trata de uma situação vivida após o fim da Segunda Guerra Mundial, quando os americanos temiam que os japoneses se tornassem hostis diante da derrota sofrida. No entanto, esse comportamento não foi verificado no Japão, mas em grupos de imigrantes que se instalaram no Brasil, especificamente no estado de São Paulo.


Sinopse: Corações Sujos é um filme sobre intolerância, fundamentalismo, racismo e amor, baseado no best-seller de Fernando Morais e passado no interior de São Paulo logo depois da Segunda Guerra Mundial. Ele conta a história do imigrante japonês Takahashi, dono de uma pequena loja de fotografia, casado com Miyuki, uma professora primária. Inspirado em fatos reais, Corações Sujos nos mostra a transformação de Takahashi de homem comum em assassino, enquanto sua mulher luta contra o destino, tentando em vão salvar seu amor em meio ao caos e à violência. No Brasil, logo depois da guerra, a imensa população de imigrantes japoneses (a maior fora do Japão) era segregada e reprimida pelo Estado. Para estes imigrantes, oprimidos numa terra estranha, a ideia de derrota na guerra era muito dolorosa. Muitas organizações, alimentadas pela ignorância imposta a eles pelo governo brasileiro, nasceram dedicadas a divulgar a “verdade” da vitória do Japão na guerra e a reprimir e assassinar os “derrotistas” – os “corações sujos”. Takahashi reluta, mas acaba se tornando membro de um destes grupos. A escolha feita por ele, em nome do Espírito Japonês, o transforma também num matador. E Miyuki, sua mulher, nos conta como sua história de amor se perdeu em meio à guerra fratricida - de japoneses contra japoneses - que aconteceu em pleno interior do Brasil. (Interfilmes)


Vale a pena para quem gosta do assunto e também para quem quer prestigiar um trabalho nacional que parece muito bem feito. O filme tem previsão de estréia para o dia 17 de agosto deste ano.


segunda-feira, 20 de dezembro de 2010

Box da Feindflug com mochila militar



Essa edição limitada do box Hinter Feindlichen Linien (Atrás das linhas inimigas) é de 2006 e teve 999 cópias. Isso tudo significa que o comprador adquiria um DVD, um mediabook, um mini-cd, um kit de combate militar da NVA/DDR (suponho que seja a mochila em si), uma bandeira da Feindflug, um cartão único e assinado, um patch da Feindflug, dois adesivos, um pino de metal customizado, um pingente de metal customizado e um carregador da Kalashnikov AK47 (uma arma de calibre 22mm usado pela Alemanha Oriental durante treinamento)

 

Essas informações foram retiradas do blog Discjunkie.se. Ver o post original: http://www.discjunkie.se/index.php?page=viewdetails&id=63

"95% dos samples da Nachtmahr são americanos"



Ex-L'âme Immortelle e Siechtum, Thomas Rainer desde 2008 vem comandando a banda Nachtmahr. Nessa entrevista, em inglês, ele conta que as samples usadas em suas músicas (como o som de marcha) fazem com que as pessoas chamem seu trabalho de nazista, mas que, na verdade, 95% do conteúdo utilizado por ele vem de obras americanas - seja filmes sobre a Segunda Guerra Mundial ou de temas militaristas.

Thomas é ex-militar. Resolveu dedicar toda sua carreira à música, sem, no entanto, desvincular os dois conceitos. Para ele, fazer música é como uma batalha, só que sem armas. Isso vai de encontro ao lema da banda („I only have one interest: i don't care if you live or die: I just wanna see you dance!"), o qual é literalmente reproduzido em BoomBoomBoom e relacionado em War on the dancefloor.

Mesmo assim, Thomas entende que o tema da 2ª GM é bastante sensível a toda Europa, bem como assume tratar de temas como totalitarismo. O grande interesse pela temática, no entanto, não fica muito resolvido nessa entrevista... bem como em outras que li. O músico sempre acaba dizendo que era militar, que não é nazista e que vê a música/arte como uma forma de guerra (Kunst ist Krieg).