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terça-feira, 10 de setembro de 2013

Tese de doutorado sobre Hermann Nitsch e Genesis P-Orridge



Estava aqui escrevendo minha dissertação quando, inevitavelmente, me deparei com algo tão interessante que precisei fazer esse post para compartilhar. Achei uma tese de doutorado que estuda as obras do artista vienense Hermann Nitsch, de quem já falei aqui no blog, comparando com o Helnwein, e com Genesis P-Orridge, da banda Throbbing Gristle, da qual também já comentei mais anteriormente, quando estava estudando a Nachtmahr. Incrível. Incrível mesmo como as coincidências acontecem.

Eu não li a tese, acabei de encontrá-la e dei só uma olhadinha, mas me interessou muito pelo fato de ser uma análise filosófica e psicológica e já vi o nome de Jung ali nas primeiras páginas, o que me deixa muito satisfeita, porque Nitsch sempre evoca Freud em primeiro lugar. Mas tenho quase certeza que vale pelo menos a conferida para quem gosta de música industrial e arte, isto é, para todos que acompanham este blog! O material está disponível para download gratuito.

quarta-feira, 17 de julho de 2013

Música experimental no Brasil, música industrial no exterior

A Petrobrás junto à TV PUC, em 2003, lançou o documentário Alquimistas do Som sobre a música experimental no Brasil. Um gênero que passou um pouco despercebido diante do brilho cultural da vertente tropicalista, a música experimental possui uma sofisticação e uma conexão com a cena de outros países que vale a pena ser ressaltada aqui no blog, onde tratamos vez ou outra sobre a música industrial, por exemplo. A obra conta com depoimentos de Tom Zé, Egberto Gismonti, Carlos Rennó e Arrigo Barnabé, além do maestro Júlio Medaglia, Lenine e Arnaldo Antunes.


Logo nos primeiros minutos do documentário, Tom Zé aparece comentando sobre a performance Música e Músicas, de 1978, no qual a banda utiliza uma espécie de sampleamento de gravações de rádio para compôr uma canção múltipla que, aos poucos, vai se complementando com a presença de enceradeiras, serrotes, rádios a pilha e outras ferramentas do cotidiano que se misturam a violões e vocais repetitivos ou que cantam jingles de publicidade. Música dadaísta, música ferramental, música da fábrica, industrial. Essa performance me chamou muito a atenção porque me lembrou imediatamente o começo do filme Halber Mensch, filmado por Sogo Ishii, em 1986, isto é, 8 anos depois com a banda alemã de música industrial Einstürzende Neubauten.



À direita, "Alquimistas do Som" (00:01:28). À esquerda, "Halber Mensch" (05:38). O primeiro usa uma enceradeira, o segundo usa uma lixa contra uma placa de metal

Alquimistas do Som (00:01:49) usando serrotes contra uma superfície metálica. Halber Mensch  (05:12) usando um bastão de metal contra um carrinho de supermercado

Alquimistas do Som (00:01:51), instrumentos musicais + instrumentos de solda. Halber Mensch (05:57) uso do martelo contra superfície metálica em substituição de baquetas e tambor

É claro que o estilo do Einstürzende Neubauten é bem diferente, mas a estética da performance e as referências feitas ao cenário industrial, a crítica à mídia e a colagem dadaísta são características da música experimental brasileira que entram em congruência com a música industrial que acontecia lá fora. Mesmo porque isso foi em épocas próximas, levando em conta que a música industrial começou com bandas como Throbbing Gristle, Cabaret Voltaire e Einstürzende Neubauten justamente no fim dos anos 70.

Fica aí a sugestão.

quinta-feira, 2 de maio de 2013

Ein Gleiches (Blixa Bargeld, Goethe e Operação Valquíria)


Estava vendo outra vez esse vídeo e resolvi procurar a letra, então que descubro que, na verdade, Blixa Bargeld (Einstürzende Neubauten) está interpretando alguns dos poemas mais famosos de Johann Wolfgang von Goethe, o segundo que faz parte da obra Wandrers Nachtlied (Canção Noturna do Andarilho), composta por duas poesias ou canções, a primeira (Der du von dem Himmel bist/Tu que está no céu) escrita em 1776 e a última (Ein Gleiches/Über allen Gipfeln/Um outro/Acima de todos os cumes) em 1780.

Wandrers Nachtlied I - Der du von dem Himmel bist


Der du von dem Himmel bist,                             Thou that from the heavens art,                      Tu que estás no céu,
Alles Leid und Schmerzen stillest,                   Every pain and sorrow stillest,                     Todo pesar e dor acalma,
Den, der doppelt elend ist,                      And the doubly wretched heart               E aquele que é duplamente infeliz,
Doppelt mit Erquickung füllest.           Doubly with refreshment fillest,        Duplamente com frescor se preenche,
Ach, ich bin des Treibens müde!                I am weary with contending!                Ah, eu estou cansado do tumulto!
Was soll all der Schmerz und Lust?                  Why this rapture and unrest?                 O que é toda essa dor e êxtase?
Süsser Friede,                                                                Peace descending                                     Doce paz,
Komm, ach! Komm in meiner Brust.            Come ah, come into my breast!        Ah, venha! Venha para meu peito.


Wandrers Nachtlied II - Ein gleiches


Über allen Gipfeln                                           Above all summits                                     Acima de todos os cumes
Ist Ruh,                                                                  it is calm.                                                       é calmo,
In allen Wipfeln                                              In all the tree-tops                                       Em todo topo de árvore
Spürest du                                                           you feel                                                           você sente
Kaum einen Hauch;                                       scarcely a breath;                                     Quase nenhum sopro;
Die Vögelein schweigen im Walde.   The birds in the forest are silent,       Os pássaros estão quietos na floresta.
Warte nur, balde                                           just wait, soon                                            Apenas espere, logo
Ruhest du auch.                                            you will rest as well!                              você também irá descansar!



É dito que Goethe escreveu essas poesias pensando num cenário de silêncio em contraposição à inquietude do homem que, no entanto, espera pelo sono, pela morte e pela paz.

O segundo poema foi musicalizado por John Ottman no filme Valkyrie (2008) de Bryan Singers - Operação Valquíria, na versão brasileira. A canção foi inserida no longa como um lamento à abortada tentativa de assassinato de Adolf Hitler em 20 de julho de 1944, que é um dos assuntos abordados na obra cinematográfica.

PS: A tradução em português foi feita baseada na versão em inglês, de Henry Wadsworth Longfellow, mais a interpretação do original, em alemão.

segunda-feira, 18 de fevereiro de 2013

Lançamento do livro Comunicação e Cultura do Ouvir

No dia 23 de fevereiro, sábado, às 10 horas, será lançado o livro Comunicação e Cultura do Ouvir, do qual participo com o artigo "Nachtmahr e a estética militarista na música industrial".


Organizada pelos professores José Eugenio O. Menezes (Cásper) e Marcelo Cardoso (Unisa), a obra reúne mais de 20 autores, dentre eles docentes e mestrandos que apresentaram trabalhos nos seminários organizados pelo grupo de pesquisa Comunicação e Cultura do Ouvir nos anos de 2009, 2010 e 2011.

O livro, que leva o título do grupo que faz parte do programa de mestrado em Comunicação da Faculdade Cásper Líbero, organiza os artigos em três partes: Vínculos (raízes da cultura do ouvir, elos simbólicos ou materiais, espaços comuns), Ambientes (ambientes comunicacionais afetivos, densos e tensos) e Rádio (tendências e perspectivas, mudanças no universo do meio).

O evento acontecerá na Faculdade Cásper Líbero, em São Paulo, na avenida Paulista, nº 900.

Para participar, basta fazer inscrição mandando e-mail para eventos@casperlibero.edu.br com seu nome e RG. Esse procedimento é obrigatório, uma vez que a instituição precisa ter esses dados para liberar a entrada e deve ser feito até às 10h da quinta-feira, dia 20.

Quem não puder comparecer ao evento e tiver interesse em adquirir o livro impresso, por favor entre em contato por meio dos comentários, aqui no blog.

LANÇAMENTO LIVRO COMUNICAÇÃO E CULTURA DO OUVIR
Onde: Faculdade Cásper Líbero (Avenida Paulista, 900 - São Paulo/SP)
Quando: 23 de fevereiro, às 10 horas
Inscrições pelo email eventos@casperlibero.edu.br - enviar RG e nome completo.

SUMÁRIO


Vínculos

Cultura do ouvir: os vínculos sonoros na contemporaneidade - José Eugenio de Oliveira Menezes
Comunicação e cultura em deslocamento - Helena Charro
Jingle: narrativa sonora - Roseli Trevisan Campos
A oralidade mediatiz:ada revisitada sob o tear de Michel Serres - Júlia Lúcia de Oliveira Albano da Silva
Nachtmahr e a estética militarista na música industrial - Lidia Zuin de Moura
Tatuagem: traços da alma e do mundo. Os tênues limites de uma identidade cultural mestiça - Eric de Cerveino
Corpo e Mídia: uma questão de ecologia - Luiz Femando Camara Vitral
A representação do deficiente físico na mídia - Pedro Seríco Vaz Filho

Ambientes

Loucos por diálogo: um estudo de programas de rádio realizados por pessoas com transtornos
mentais no Estado de São Paulo - lrineu Guerrini Jr.
Uma visão tátil da guerra nas narrativas contemporâneas: estudo de caso sobre as reportagens da Folha de S.Paulo e da CBN - Fenanda de Araújo Patrocínio
Rádio comunitária: uma possível brecha na sociedade do espetáculo - Sérgío Pinheiro da Silva
Jogos orquestrais: as jornadas esportivas no rádio - Rodrigo Fonseca Fernandes
Vínculos comunicacionais e sentimento nacional: nação tradicional e intemet - Raphael Tsavkko Garcia
Comunicação e sustentabilidade: o ambiente comunicativo do SWU - Danielle Mendes Thame Denny
Orquestras sensoriais: processos de comunicação no varejo - Tatiana Pacheco Benites
O Plano Ceibal e a constituição de ambientes comunicacionais - Helena Maria Cecilia Navarrete

Rádio: tendências e perspectivas

O jornalismo radiofônico e as narrativas míticas - Marcelo Cardoso
A faixa jornalística do FM paulistano: surgimento e consolidação de um novo segmento e de um
novo público - Elisa Moura Marconi Bicudo Pereira
Tendências do radiojornalismo na perspectiva do Alterjor - Luciano Viclor Barros Maluly
Café com o Presidente: o programa de radiojornalismo com o presidente Lula - Eliane Calixto Paiva Dancur
Radiorreportagem: o gênero do século XXI - Nadini de Almeida Lopes
A narração esportiva de Fiori Gigliotti: emoção e sedução na oralidade medíafízada - Osório A. Cândido da Silva
O ruído na formação de paisagens sonoras no radiojornalismo - Paulo Borges
No ar - online: reflexões sobre o rádio em tempos de convergência de mídias - Julio de Paula

segunda-feira, 5 de dezembro de 2011

Kunst ist Krieg - Música industrial e discurso belicista

Enfim, a pesquisa está pronta! Eu a disponibilizei no Scribd, para que vocês possam lê-la na íntegra. :)


KUNST IST KRIEG: MÚSICA INDUSTRIAL E DISCURSO BELICISTA 

RESUMO: Através de um panorama histórico da música industrial, movimento culturalsurgido no fim dos anos 1970, esta pesquisa ressalta alguns dos artistas que mais trabalharamcom discursos belicistas em suas letras, músicas, indumentária e arte gráfica, tendo como focoa banda austríaca Nachtmahr. Criada pelo ex-militar Thomas Rainer, o projeto solo abordametáforas militares de forma a discutir temas cotidianos aos indivíduos, como relações de poder, a defesa da autenticidade e a luta contra a hipocrisia. Por meio de uma pesquisa de perspectiva fenomenológica, com algumas observações etnográficas, e análises dasreferências culturais, propõe-se uma reflexão sobre o uso de elementos totalitaristas emilitares em manifestações culturais.

Palavras-chave: Música industrial, Nachtmahr, estética, nazismo


KUNST IST KRIEG: INDUSTRIAL MUSIC AND MARTIAL DISCOURSE 


ABSTRACT: Through a historical overview of industrial music, cultural movement emergedin the late 1970’s, this research elects some of the artists that worked with martial discoursesin their lyrics, music, indumenta and graphic art, focusing on the Austrian band Nachtmahr.Founded by the former soldier Thomas Rainer, the solo project composes military metaphorsin order to discuss quotidian themes related to general individuals, such as power relations,the defense of authenticity and the fight against hypocrisy. According to a phenomenological perspective, with some ethnographic observations, and an analysis of the cultural referencesof this music genre, we propose a reflection about the usage of totalitarian and militaryelements in industrial music.

Keywords: Industrial music, Nachtmahr, aesthetic, Nazism

Kunst ist Krieg - Música industrial e discurso belicista

quarta-feira, 2 de fevereiro de 2011

Presença militar na cena industrial brasileira

Bom, eu poderia caçar fotos pela internet sobre bandas internacionais e fãs gringos, mas prefiro dividir algumas que fiz durante o show do Nitzer Ebb, dia 11 de dezembro de 2010, na Clash Club (São Paulo). Vou comentar rapidamente sobre minhas observações no show do Nitzer Ebb a respeito da cena brasileira.

Calças militares, com camuflagem diversificada. À frente, coturno feminino, outro acessório utilizado na cena (assim como na cena rocker e metal, em geral). Apesar do calçado ser uma peça da indumentária militar, o sentido bélico deste perdeu-se ao longo da experiência estética - novos materiais, como o vinil, passaram a dar um aspecto mais fashion ao sapato, por exemplo
Vários dos homens presentes no show possuíam a cabeça raspada, alguns vestindo roupas que lembravam o estilo Skinhead (regata branca, calça, coturno e suspensórios) ou Casual (camisa polo, calça com as barras dobradas acima do tornozelo, botinas e suspensórios). Vemos nessa foto que um possível membro do movimento Skinhead faz apologia contra o neonazimo
Mais uma  imagem para comprovar a presença o corte de cabelo, tendo a tatuagem no braço (símbolo da banda Einstürzende Neubauten) como confirmação ao estilo musical apreciado
Num bar antes da festa pós-show, conversei com uns colegas sobre isso... E o engraçado é que eles mesmos, Alex Strunz (Vector Commander), Cauê Nicolai (festa Pós) e Paulo Lanfranchi (Homicide Division), estavam usando calças camufladas, coturno e cabelo raspado. E foi assim que  fui apresentada ao Homicide Division, que comprova a temática deste post.

Além das calças camufladas e máscaras de gás, a Homicide Division aborda temas de guerra, como a música "No Tears to War"

quarta-feira, 19 de janeiro de 2011

Música industrial

Chegou hoje minha Re/Search Industrial Culture Handbook, mas só a conferi agora há pouco... Então, só deu tempo de ler o editorial dela. Achei bastante legal para exemplificar/explicar o que é música industrial como movimento artístico. Abaixo, versão original, em inglês, e depois em português:

"...By 'industrial' we mean the grim side of post-Industrial Revolution society - the repressed mythology, history, science, technology and psychopathology. By 'culture' we mean the books, films, magazines, records, etc. which have been plucked out of the available information overload as relevant and important.

There is no strict unifying aesthetic, except that all things gross, atrocious, horrific, demented, and unjust are examined with black-humor eyes. Nothing is (or even again will be) sacred, except a commitment to the realization of the individual imagination. These are not gallery or salon artists struggling to get to where the money is: these are artists in spite of art. There is no standard or value left unchallenged.

The values, standards, and content that remain are of a perversely anarchic nature, grounded in a post-holocaust morality. Swept away are false politeness, etiquette, preoccupation with texture and form - all the niceties associated with several generations of art about other art. Starting on a realigned foundation of 'black' history, 'black' science and the 'black arts', these artists have presented their visions reflecting the world as they see it, not the official realities. The problems of morality and critical evaluation are left to the eye of the beholder, and to history - what remains of it. . . .

All art has as its source dreams, the unconscious, and the imagination. And in dreams as in the imagination as in art - nothing in forbidden, everything is permitted. . . ."
Vale. San Francisco 1983

"...Por 'industrial' nós entendemos o lado sombrio da sociedade pós Revolução Industrial - a reprimida mitologia, história, ciência, tecnologia e psicopatologia. Por 'cultura' nós entendemos os livros, filmes, revistas, gravações, etc que têm sido selecionadas do excesso de informação disponível de acordo com sua relevância e importância.


Não há nenhuma unificação estética rigorosa, exceto que tudo que é bruto, horrível, demente e injusto é examinado com os olhos do humor-negro. Nada é (ou jamais será novamente) sagrado, exceto o comprometimento com a compreensão da imaginação individual. Não há artistas de galeria ou salão que lutam para estar onde o dinheiro está: eles são artistas apesar da arte. Não há nenhuma norma ou valor que permaneça sem contestação.


Os valores, normas e o conteúdo que permanecem são de uma natureza perversamente anárquica, baseadas numa moralidade pós-holocausto. São repelidos o falso moralismo, etiqueta, preocupação com textura e forma - todas as sutilezas associadas a diversas gerações artísticas sobre outras artes. A partir de um realinhamento das bases da história 'oculta', ciência 'oculta' e 'artes ocultas', esses artistas têm apresentado suas visões refletindo o mundo da forma que eles o vêem, não como as realidade oficiais. O problema da moralidade e da avaliação crítica são deixados para o olhar do observador e para a história - o que resta dela. . . .


Toda arte tem como fonte os sonhos, o inconsciente e a imaginação. E tanto nos sonhos como na imaginação, assim como na arte - nada é proibido, tudo é permitido. . . ."
Vale. São Francisco 1983

Se tiver interesse nessa publicação, o blog Misterioso Impossível disponibiliza um outro número sobre música industrial e William Burroughs.

segunda-feira, 20 de dezembro de 2010

Box da Feindflug com mochila militar



Essa edição limitada do box Hinter Feindlichen Linien (Atrás das linhas inimigas) é de 2006 e teve 999 cópias. Isso tudo significa que o comprador adquiria um DVD, um mediabook, um mini-cd, um kit de combate militar da NVA/DDR (suponho que seja a mochila em si), uma bandeira da Feindflug, um cartão único e assinado, um patch da Feindflug, dois adesivos, um pino de metal customizado, um pingente de metal customizado e um carregador da Kalashnikov AK47 (uma arma de calibre 22mm usado pela Alemanha Oriental durante treinamento)

 

Essas informações foram retiradas do blog Discjunkie.se. Ver o post original: http://www.discjunkie.se/index.php?page=viewdetails&id=63

sábado, 18 de dezembro de 2010

"Kunst ist Krieg"

Bem, fiz esse blog para abrir a discussão que estou desenvolvendo no meu trabalho de conclusão de curso (TCC), a monografia "Kunst ist Krieg - Música industrial como identidade cultural a partir do discurso belicista". Deixo um resumo do meu projeto de pesquisa pra vocês entenderem o que é e depois vou fazendo posts mais abertos à reflexão. Não vou colocar hipóteses pra justamente não ir influenciando o debate.

PS: Não deixem de ler a parte 'Legendas' na coluna ao lado.